O Instituto Meteorológico Islandês chegou a elevar o nível de alerta para "vermelho", o máximo, para os voos sobre o vulcão, mas os aeroportos do país não foram fechados, e o alerta foi rebaixado para "laranja" durante o dia. "Uma erupção vulcânica teve início pouco depois da meia-noite" (21h de Brasília), anunciou a Defesa Civil. A erupção aconteceu ao nível do Holuhraun, um campo de lava no centro da ilha, muito afastado das áreas habitadas.
"O sistema de radares não detectou até o momento nenhuma cinza vulcânica. O abalo sísmico provocado pela erupção é fraco, o que indica uma erupção efusiva sem atividade explosiva significativa", completa um comunicado. Em uma erupção efusiva, o vulcão expele lava que permanece na superfície do vulcão. A atividade passa a ser explosiva quando emite-se
cinzas.
A fissura provocada pela erupção "tem 900 metros de largura e está a 5 km da geleira", sob a qual está o Bardarbunga, indicou a Defesa Civil no Twitter. A atividade do vulcão começou no dia 16 de agosto, provocando centenas de tremores diários. No sábado passado, o nível de alerta para a aviação foi elevado a "vermelho", mas rebaixado no dia seguinte a "laranja", depois uma erupção não foi registrada.
A Islândia adotou novamente as máximas precauções nas primeiras horas desta sexta-feira, ao proibir voos em toda a região, incluindo no aeroporto de Akureyri (norte), mas a área foi reduzida ao ser confirmada a erupção efusiva. No terremo, na região ao norte da geleira Vatnajökull, o tráfego continua proibido desde que a área foi evacuada, em 20 de agosto.
Trata-se de um lugar selvagem, onde há apenas cabanas e acampamentos de caçadores e praticantes de caminhada, e a atividade do Bardarbunga teve apenas um impacto limitado, ou mesmo zero, na vida dos habitantes.