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Vulcão Calbuco segue expelindo cinzas no sul do Chile

Forças Armadas permanecem na região

Nuvem de cinzas segue se dispersando para o leste
Nuvem de cinzas segue se dispersando para o leste Foto : Martin Bernetti / AFP / CP
O vulcão Calbuco, que entrou em erupção depois de mais de meio século inativo no sul do Chile, continua instável neste sábado, após duas potentes erupções na quarta e quinta-feira. "As erupções devem continuar, principalmente de cinzas", indica o último relatório do Serviço Nacional de Geologia e Minas local.

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Das quase 6 mil pessoas que habitam os arredores e que foram evacuadas, uma dezena precisou passar outra noite em abrigos. A maioria está alojada nas casas de amigos e familiares. "Continuo assustada e penso em deixar a área, mas a longo prazo voltaria para minha terra", declarou Carolina Bayern, abrigada em um colégio de Puerto Varas. "Eu não tenho medo do vulcão, tenho respeito, o medo já passou. Minha casa foi destruída e sinto um grande pesar", relatou, por sua vez, Raúl Rangel.

A nuvem de cinzas segue se dispersando para o leste, cobrindo as cidades argentinas na região patagônica da província de Neuquén e chegando até a capital, Buenos Aires, a 2 mil quilômetros de distância, onde algumas companhias aéreas cancelaram seus voos de e para os Estados Unidos e Europa.

O último relatório oficial estimou em cerca de 300 o número de agricultores afetados na área, além de 4 mil ovinos e bovinos e 350 animais de pequeno porte que ficaram presos após a evacuação ordenada pelas autoridades depois da inesperada erupção. O governo anunciou que analisa a possibilidade de fornecer ajuda de emergência para os agricultores afetados.

A área atingida, localizada na região de Los Lagos, nas turísticas cidades de Puerto Montt e Puero Varas, 1,3 mil km ao sul de Santiago, permanece em alerta vermelho, com presença das Forças Armadas e a suspensão das atividades escolares.