Os cálculos foram feitos com base no volume de operações diárias das empresas multiplicado pelos dias em que foram impedidas de voar por causa das partículas vulcânicas no ar, que comprometem a segurança dos aviões porque reduzem a visibilidade dos pilotos e colocam em risco o funcionamento das turbinas. Por isso, desde o início de junho centenas de embarques foram cancelados, transformando o tráfego aéreo local em verdadeiro caos. O grosso do cancelamento das operações ocorreu em junho e julho, em plena temporada de inverno, quando a neve patagônica é a grande atração para os turistas, especialmente os brasileiros. Em uma temporada normal, os turistas brasileiros costumam deixar 8 milhões de dólares somente em Bariloche.
No fim semana, as cinzas voltaram a provocar cancelamento e desvio de voos. Todos os voos foram reprogramados ontem, quando a nuvem começou a se afastar lentamente de Buenos Aires, mas nesta terça-feira o funcionamento de Ezeiza e Aeroparque ainda continuava complicado. "Se o vento continuar soprando como ontem, não teremos maiores problemas para normalizar os voos cancelados até quinta, no máximo. Mas a realidade é que há cinzas dando voltas nos céus da Argentina", reconheceu o secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, em entrevista à imprensa local.