O Wall Street Journal anunciou nesta sexta-feira (18) que se defenderá 'vigorosamente' após o processo por difamação apresentado pelo presidente americano Donald Trump pela publicação de um artigo sobre uma carta que ele teria escrito ao financista Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais.
"Temos plena confiança no rigor e na precisão de nosso trabalho jornalístico e nos defenderemos vigorosamente contra qualquer ação”, disse um porta-voz do Dow Jones, o grupo proprietário do jornal americano, que faz parte do conglomerado de mídia do magnata Rupert Murdoch.
Trump apresentou nesta sexta-feira (18) um processo por difamação contra o Wall Street Journal e seu proprietário Rupert Murdoch no qual reivindica ao menos US$ 10 bilhões (R$ 55 bilhões) por um artigo que atribui ao magnata republicano uma carta obscena dirigida ao criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O processo por difamação, apresentado no Tribunal Federal do Distrito Sul da Flórida, em Miami, é uma tentativa do republicano de 79 anos de se contrapor a um escândalo que ameaça lhe causar sérios danos políticos. 'Acabamos de entrar com um processo PODEROSO contra todos os envolvidos na publicação do falso, malicioso, difamatório, artigo de FAKE NEWS no inútil 'jornalzinho' que é, The Wall Street Journal', escreveu Trump em sua rede, Truth Social, na noite desta sexta-feira.
Na quinta-feira, o WSJ publicou um artigo explosivo que atribui a Trump uma carta com conteúdo obsceno supostamente enviada a Epstein por seu 50º aniversário em 2003, quando o presidente era um magnata do setor imobiliário. O processo, que também cita dois repórteres e a empresa de Murdoch, News Corp., como réus, afirma que nenhuma carta desse tipo existe e que o WSJ pretendia difamar Trump com um artigo que já foi visualizado por centenas de milhões de pessoas.
O presidente também solicitou à procuradora-geral Pam Bondi que tornasse públicos todos os depoimentos 'relevantes' do processo judicial relacionado a Epstein, encontrado morto em sua cela em 2019 antes do julgamento.Nesta sexta, o Departamento de Justiça pediu a um tribunal federal que autorizasse a publicação de documentos judiciais que levaram à acusação de Epstein em 2019 por tráfico sexual de menores.
Mas esses documentos 'se referirão apenas a Epstein e [Ghislaine] Maxwell', sua ex-amante já condenada, e não a outras pessoas, comentou Daniel Goldman, congressista democrata e ex-procurador federal, na rede social X. Quando perguntado nesta sexta na Casa Branca se planeja solicitar a publicação de outros documentos do caso, Trump não respondeu.