Os Estados Unidos estão dispostos a cooperar com moscou se isso beneficiar seus interesses, declarou nesta quinta-feira o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, depois de um primeiro encontro com seu colega russo Serguei Lavrov, paralelamente à reunião do G20 em Bonn.
"Os Estados Unidos considerarão trabalhar com a Rússia se encontrarmos áreas de cooperação prática que beneficiem os americanos", declarou Tillerson, que também pediu a Moscou que "respeite os acordos de Minsk e contribua para uma redução da violência na Ucrânia". "Quando não estivermos de acordo, os Estados Unidos defenderão seus interesses, seus valores e o de seus aliados", acrescentou.
As declarações do chanceler americano, em sua primeira atuação internacional desde que assumiu o cargo no início de fevereiro, coincidem com um momento em que as relações russo-americanas estão cercadas de incógnitas, já que o presidente Donald Trump prometeu uma aproximação com Moscou na campanha, mas, desde então, fez várias colocações contraditórias.
Chanceler russo diz não querer 'interferir' nos assuntos dos EUA
A Rússia não interfere "nos assuntos internos de outros países", assegurou nesta quinta-feira o chanceler russo Sergei Lavrov, pouco antes de seu primeiro encontro com o seu colega americano, Rex Tillerson, à margem de uma reunião do G20. "Vocês devem entender que nós não interferimos nos assuntos internos de outros países", declarou Lavrov, quando perguntado sobre a polêmica que agita Washington pela suposta relação de pessoas próximas ao presidente Donald Trump e a Rússia.
A controvérsia já custou o cargo a Michael Flynn, ex-conselheiro de Segurança de Trump, suspeito de ter discutido questões sensíveis com uma autoridade russa antes da possa da nova administração. A relação entre os Estados Unidos e a Rússia está no centro de todas as perguntas. O presidente americano prometeu uma aproximação com Moscou, mas, desde então, tem havido uma série de declarações contraditórias. "Há muitos problemas e estamos perdendo tempo, porque não estávamos resolvendo esses problemas", declarou por sua vez a repórteres Dmitri Peskov, o porta-voz do Kremlin.
"Nós temos muitas questões a discutir. Espero que para cada um desses problemas possamos determinar os parâmetros da nossa cooperação", disse Lavrov. Neste contexto conturbado, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, alertou que qualquer tentativa dos Estados Unidos de dialogar com seu país em uma "relação de força" fracassará. "Estamos dispostos a estabelecer uma relação com o Pentágono. Mas as tentativas de construir este diálogo com base em uma relação de força não tem nenhum futuro", alertou em um comunicado.
Washington se diz disposto a cooperar com Moscou se isso beneficiar americanos
Kremlin, por outro lado, afirmou não ter convicção no futuro da relação entre os paises