O WhatsApp afirmou, nesta quarta-feira (11), que o governo russo tentou "bloquear completamente" o serviço de mensagens no país. Segundo a plataforma pertencente à Meta, a ofensiva de Moscou visa forçar a migração da base de usuários para o Max, um aplicativo nacional sob controle e vigilância direta do Estado.
A medida pode isolar mais de 100 milhões de pessoas de comunicações privadas, o que a empresa classificou como um "retrocesso" para a segurança da população russa.
- Atleta ucraniano é desclassificado dos Jogos Olímpicos por capacete com homenagem a mortos na guerra
- Frota fantasma russa navega quase todos os dias por águas dinamarquesas
Pressão sobre plataformas estrangeiras
A tentativa de bloqueio ocorre em meio a um cerco regulatório contra gigantes digitais. O Kremlin exige que os dados de cidadãos russos sejam armazenados em servidores locais e tem ameaçado plataformas como o Telegram com proibições ou redução forçada de velocidade.
Na última terça-feira, o órgão regulador de internet da Rússia já havia anunciado "restrições graduais" ao Telegram, alegando violações sistemáticas da legislação nacional.
Vigilância estatal
Defensores dos direitos humanos e críticos do Kremlin apontam que as restrições são ferramentas para intensificar o controle sobre a informação durante a ofensiva militar na Ucrânia.
O incentivo ao uso do aplicativo Max é visto como uma tentativa de facilitar o monitoramento da dissidência interna. Em resposta, o WhatsApp prometeu empenhar todos os esforços técnicos para manter a conectividade dos usuários e garantir o acesso à criptografia e comunicação segura em território russo.