O WikiLeaks provocou uma grande indignação nos Estados Unidos após o início da publicação, em novembro de 2010, de 250 mil documentos confidenciais do departamento de Estado americano, depois de divulgar anteriormente outros milhares sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão. Assange declarou à imprensa que "desde o dia 7 de dezembro de 2010, um bloqueio arbitrário e ilegal foi imposto pelo Bank of America, Visa, MasterCard, Paypal e Western Union". "O ataque destruiu 95% de nossas receitas", afirmou.
"Como resultado, o WikiLeaks tem funcionado com reservas em dinheiro nos últimos 11 meses. O bloqueio custou à organização dezenas de milhares de dólares em doações perdidas em um momento de custos operacionais sem precedentes", disse o fundador do site.
O anúncio de hoje contrasta com sua posição da semana passada, quando, em uma videoconferência perante a Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Lima, Assange assegurou que a organização que dirige estava viva e com mais fontes, apesar do embargo de suas contas pelos Estados Unidos. "(Diz-se que) o principal problema é financeiro e está relacionado com o embargo nos Estados Unidos. Felizmente temos um fluxo de caixa forte e sólido para sobreviver, o fazemos há 11 meses", afirmou então.