O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, refugiado na embaixada brasileira em Tegucigalpa desde 21 de setembro, tentou deixar o país nesta quarta-feira rumo ao México, mas sua tentativa fracassou devido a discordâncias com o governo de fato.
O presidente golpista, Roberto Micheletti, concordou em dar um passe para Zelaya viajar para o México como um exilado político, mas o presidente deposto pretendia sair de Honduras como um convidado. O governo de Micheletti aceitou a dar um salvo-conduto para pedir asilo político no México, mas o presidente mexicano Felipe Calderón mudou seu pedido inicial.
"Ficou claro que o governo mexicano deixou sua posição original de lado, apresentando um pedido de não cumprir os requisitos legais para uma condução segura de asilo político", disse o ministro da Comunicação Social, René Zepeda, lendo um comunicado na TV estatal.
Zelaya disse à Rádio Globo local que é o presidente legítimo de Honduras e, portanto, não sairá como exilado político. "Em nenhum momento foi um pedido de asilo ou demissão do cargo que represento", afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores do México disse em comunicado que estava costurando acordos "com o apoio de amigos e alguns políticos hondurenhos para garantir a segurança necessária para que o presidente Zelaya pudesse sair da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Zelaya foi deposto e enviado para Costa Rica, em 28 de junho, por violar o artigo 239 da Constituição, que rejeita a reeleição presidencial e prevê que qualquer um que apoiar a medida, "direta ou indiretamente, será demitido de imediato de seu cargo, sendo inabilitado para a função pública pelo prazo de dez anos".
As informações são do Portal R7
Zelaya volta atrás e decide continuar em Honduras
Presidente deposto não concordou em sair como exilado político do país