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Zelensky alerta que ser membro da Otan não garantiria segurança da Ucrânia

Presidente ucraniano criticou a fragilidade das instituições internacionais

Zelensky surpreendeu ao dedicar palavras de elogio e agradecimento ao presidente americano Donald Trump
Zelensky surpreendeu ao dedicar palavras de elogio e agradecimento ao presidente americano Donald Trump Foto : TIMOTHY A. CLARY / AFP

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, declarou na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (24) que a adesão à Otan não é garantia automática de segurança para seu país diante da ofensiva russa. Ele criticou a fragilidade das instituições internacionais que, segundo ele, permitem que o conflito continue. "Devido ao fato de que as instituições internacionais são muito fracas, essa loucura continua. Mesmo fazer parte da aliança militar de longa data não significa automaticamente estar protegido", afirmou.

Zelensky surpreendeu ao dedicar palavras de elogio e agradecimento ao presidente americano Donald Trump, com quem se reuniu na véspera. Trump, conhecido por ter sido crítico a Zelensky e mais próximo do líder russo Vladimir Putin, havia sugerido na terça-feira que Kiev poderia recuperar todo o território perdido para Moscou, e "inclusive ir além", com o apoio da União Europeia e da OTAN. O líder ucraniano endossou a fala de Trump: "Tivemos uma boa reunião com o presidente Trump, e também conversei com muitos outros líderes fortes, e juntos podemos mudar muitas coisas."

Alerta sobre a Moldávia

Zelensky também emitiu um alerta sobre o risco de a Europa perder influência sobre a Moldávia para a Rússia. Ele comparou a situação do país ao que já ocorreu com Belarus e Geórgia, que avançaram para uma dependência russa.

"A Rússia está tentando fazer com a Moldávia o que o Irã fez anteriormente com o Líbano, e a resposta global, mais uma vez, não é suficiente. Já perdemos a Geórgia na Europa... A Europa não pode se permitir perder a Moldávia também", disse o presidente ucraniano.

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