Mundo

Zelensky anuncia reunião com Trump na próxima semana na ONU

Encontro ocorrerá em um momento de escalada do conflito

Ucrânia exige garantias de segurança apoiadas pelo Ocidente para impedir futuros ataques russos em caso de um acordo de paz
Ucrânia exige garantias de segurança apoiadas pelo Ocidente para impedir futuros ataques russos em caso de um acordo de paz Foto : Handout / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou que se encontrará com o presidente americano, Donald Trump, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana. O anúncio ocorre em um momento de escalada do conflito, com a Rússia executando um de seus maiores ataques aéreos, que resultou na morte de pelo menos três pessoas e deixou dezenas de feridos. Em resposta, o exército ucraniano também lançou um ataque com drones, que matou quatro pessoas na região russa de Samara.

A tentativa dos Estados Unidos de acabar rapidamente com a guerra está paralisada, já que a Rússia descartou uma reunião entre o presidente Vladimir Putin e Zelensky. Para Kiev, essa seria a única forma de alcançar a paz. "Estamos prontos para uma reunião com Putin. Eu falei sobre isso. Tanto bilateral quanto trilateral. Ele não está pronto", afirmou Zelensky.

Ataques aéreos e negociações de paz

No ataque aéreo mais recente da Rússia contra a Ucrânia, um míssil com munições de fragmentação atingiu diretamente um edifício residencial na cidade de Dnipro, segundo Zelensky. O presidente ucraniano publicou imagens de carros e um prédio em chamas, com equipes de emergência retirando uma pessoa dos escombros.

A Ucrânia exige garantias de segurança apoiadas pelo Ocidente para impedir futuros ataques russos em caso de um acordo de paz. No entanto, Putin alerta que qualquer plano que envolva o envio de tropas ocidentais à Ucrânia seria inaceitável. As negociações de paz anteriores em Istambul não conseguiram avanços significativos para o fim da guerra. A Rússia mantém sua exigência de que a Ucrânia ceda completamente a região leste do Donbass, enquanto Kiev rejeita categoricamente concessões territoriais.