O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou sentir-se "grato" pelo fato de os Estados Unidos terem retomado o compartilhamento de informações de inteligência, após um período em que a falta de dados vindos de Washington deixou Kiev em uma posição mais vulnerável aos ataques russos.
"Ficou bloqueado durante um tempo. E, depois, o lado americano desbloqueou. Somos muito gratos por isso. Agora está funcionando", declarou Zelensky em uma entrevista à NBC, exibida neste domingo (18).
"Apenas os Estados Unidos dispõem dessas informações de inteligência exclusivas para nos avisar quando a Rússia utiliza mísseis balísticos. E não as recebemos durante os ataques com mísseis balísticos que ocorreram ao longo de três dias", acrescentou o mandatário.
Restrições e reações
Kiev queixou-se, na semana passada, de restrições no serviço de internet via satélite da SpaceX, empresa do magnata Elon Musk, da qual a Ucrânia depende no campo de batalha.
Essa denúncia surgiu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter criticado a Ucrânia por atacar refinarias em território russo.
Zelensky afirmou, na ocasião, que a decisão da SpaceX de impor barreiras ao seu serviço "tratava-se de uma mensagem do governo americano para frear o ritmo" dos ataques ucranianos. "E, tecnicamente, a SpaceX concretizou isso", acrescentou.
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O presidente ucraniano declarou à NBC que seria "um erro histórico" se os Estados Unidos apoiassem formalmente a Rússia, que iniciou uma invasão da Ucrânia no início de 2022.
"Queremos confiar nele, e espero que ele mude suas decisões", disse, referindo-se a Trump.
Em mais um revés para Kiev, Washington suspendeu as sanções e tarifas impostas contra a Rússia.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou no sábado que essa pausa de 60 dias servirá para "analisar" o impacto que essas medidas punitivas têm na economia mundial.