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Zelensky diz que nova troca de prisioneiros com a Rússia continuará nos 'próximos dias'

Acordo foi o único resultado concreto das últimas negociações de paz

Presidente ucraniano disse que negociações ocorrem todos os dias
Presidente ucraniano disse que negociações ocorrem todos os dias Foto : Sergei Supinsky / AFP

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou nesta segunda-feira(9) que uma nova troca de prisioneiros com a Rússia está em andamento e afirmou que a operação será realizada em várias etapas ao longo dos 'próximos dias', sem revelar quantos soldados serão trocados. 'Uma troca começou hoje e continuará em várias etapas ao longo dos próximos dias', afirmou Zelensky nas redes sociais, especificando que 'as negociações continuam praticamente todos os dias'. O acordo para trocar prisioneiros de guerra e repatriar corpos dos soldados mortos na guerra foi o único resultado concreto das últimas negociações de paz.

Os diálogos até o momento não conseguiram encerrar o conflito que começou com a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. A Rússia rejeitou repetidamente os apelos por um cessar-fogo incondicional e para encerrar a guerra exige condições inaceitáveis para a Ucrânia. 'Entre aqueles que estamos trazendo de volta agora estão os feridos, os gravemente feridos e com menos de 25 anos', detalhou Zelensky. O Ministério da Defesa russo também confirmou a troca, afirmando que fazia parte dos 'acordos firmados em Istambul em 2 de junho'.

A cidade turca sediou as negociações entre as duas partes, nas quais Kiev e Moscou declararam que mais de 1.000 soldados seriam trocados. A troca de prisioneiros, no entanto, pareceu estar em risco no fim de semana, quando Rússia e Ucrânia se acusaram mutuamente de atrasá-la e obstruí-la. No domingo, Zelensky criticou a Rússia por seu 'jogo sujo e político' e por não aderir aos parâmetros acordados: libertar todos os soldados detidos que estivessem doentes, feridos ou com menos de 25 anos. A Rússia, no entanto, alegou que Kiev se recusava a devolver os corpos dos soldados mortos, 1.200 deles em caminhões refrigerados perto da fronteira.

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