Procurada para comentar a investigação, a assessoria de imprensa da Presidência da República afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto, mas destacou que os hackers não tiveram acesso a nenhum dado do governo. De acordo com a avaliação do Planalto, os hackers não foram bem-sucedidos.
Hoje, terceiro dia dos ataques, os hackers derrubaram as páginas do Ministério da Cultura e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nessa quinta, já haviam ficado fora do ar os sites da Presidência da República, da Secretaria de Imprensa do Planalto, do Ministério do Esporte e de 500 prefeituras. Desde quarta, ficaram indisponíveis também os sites da Receita Federal e da Petrobras.
Na Presidência da República, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) está estudando os ataques, mas nenhuma medida adicional de segurança foi adotada. Oficialmente, entretanto, o Palácio do Planalto não fala sobre o assunto. A interpretação na Presidência é de que a intenção dos hackers é apenas chamar a atenção. Por isso, a determinação é não dar mais publicidade que o necessário para os ataques.
Site do IBGE volta
O site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) voltou ao ar na tarde desta sexta-feira depois de ter ficado cerca de seis horas fora de funcionamento por causa de um ataque de hackers. Em nota postada na página, o IBGE explica que o site foi retirado do ar para reforçar a segurança e fazer a manutenção.
"O IBGE assegura que o banco de dados de todas as pesquisas está preservado, já que não foi atingido pela ação de hackers", diz a nota. Apesar de ter voltado a funcionar, o site do IBGE ainda apresenta uma mensagem de "hackeado" quando acessado via "google".
Na madrugada desta sexta-feira, a página do IBGE foi invadida por hackers, que deixaram uma mensagem ao governo brasileiro e prometeram novos ataques a sites governamentais. Na página de entrada do site apareciam os seguintes dizeres: IBGE Hackeado - Fail Shell. FIREH4CK3R".
Mensagem de hackeado do site do IBGE via Google | Crédito: Reprodução