Os presos reclamam da comida, supostamente, de péssima qualidade, de problemas de higiene, da falta de medicamentos e da não transferência de presos que têm direito a progressão de regime. Também criticam a vistoria realizada pelas soldados mulheres nas visitantes.
Em relação à comida, os apenados afirmam que uma água suja é oferecida. Em outros pontos da gravação, eles denunciam policiais da Brigada Militar de usar a carne que seria para os detentos em churrascos no pátio nos finais de semana. Eles ressaltam que é possível ver ratos passando ao lado das panelas, que estariam sujas. Conforme os presos, há uma disenteria generalizada na casa prisional.
Os presos também relatam a falta de medicamentos para os doentes. Segundo eles, não há médicos e os enfermos são mantidos nas alas. Outra reclamação diz respeito a vistoria realizada nas mulheres. Garantem que policiais militares femininas estariam realizando a vistoria íntima com luvas usadas. Eles reclamam que não é usado o equipamento de raio-x, o que evitaria exames como esses.
O juiz Alexandre Pacheco, da Vara de Execuções Criminais (VEC), relatou que a preocupação é a falta de providências da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). A autarquia disse que quem deve se manifestar sobre a casa é o diretor do Presídio, tenente-coronel Leandro Santiago. O policial, porém, preferiu não comentar o caso. Os presos negam que possa haver algum confronto com os policiais.