Polícia

43 mortos e mais de 2500 feridos no trânsito de Porto Alegre nos primeiros 6 meses de 2024

Os números são chocantes e servem de alerta para redobrar os cuidados no trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET/RS) analisou os dados sobre as vítimas de sinistros de trânsito registrados nas vias urbanas de Porto Alegre, de janeiro a junho deste ano e faz um alerta importante!

Somente nos primeiros 6 meses de 2024, 2.506 pessoas ficaram feridas no trânsito da Capital e outras 43 foram vítimas fatais, número maior de mortes comparado ao mesmo período do ano passado, quando 28 pessoas perderam a vida. Apesar de uma pequena redução no número de feridos em relação ao mesmo período de 2023 (3.188 feridos) o aumento de sinistros de trânsito fatais geram uma maior preocupação por parte dos especialistas.

A análise da Associação Gaúcha é com base nos dados do Sistema de Cadastro de Acidentes de Trânsito da EPTC. Entre as vítimas fatais deste ano, 17 vieram a óbito no local do acidente e outras 16 posteriormente, sendo 73% do sexo masculino (24 pessoas) e 27% do sexo feminino (9 pessoas). Os motociclistas, infelizmente, continuam liderando o ranking dos mortos e feridos no trânsito representando em torno de metade das vítimas. De acordo com os dados, 15 óbitos foram de condutores de motos, seguidos de pedestres atropelados (11 óbitos) e de condutores de veículos (5 óbitos). Entre as vítimas, ainda constam 1 ciclista e 1 ocupante de veículo que morreram no trânsito.

Para o presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, são dados alarmantes de uma triste realidade que vem numa escala crescente nos últimos anos. “Enquanto as pessoas não tiverem a real consciência de que o trânsito mata, não teremos mudança nestes números que destroem vidas e famílias, por mais que tenhamos campanhas, regras e apelos constantes sobre respeito e educação nas vias públicas”, lamenta e acrescenta “precisamos que as autoridades de trânsito em conjunto com a sociedade percebam e enfrentem essa epidemia de mortos e feridos que geram elevados gastos com tratamento e reabilitação, ocupam leitos hospitalares e de UTIs e perpetuam sofrimentos físicos e psíquicos em muitas pessoas”, diz Hegele.

Do total das 2.506 vítimas feridas até o momento, 1.288 são motociclistas, seguidos dos condutores (364), ocupantes de veículos (278), pedestres (252), ocupantes de motos (192), ciclistas (91) e não informado (21).

A região Leste de Porto Alegre é a que mais registrou vítimas envolvidas em ocorrências de trânsito, correspondendo a 33% dos casos. A região Norte e Sul, vem em seguida, ambas com 28% das ocorrências.