Segundo Franco, o repasse de informações sobre a ação de traficantes depende de diretores, professores e funcionários, além dos alunos e de seus pais. "Vamos atender primeiro a quem nos procurar", observou, citando como exemplo cinco escolas que responderam ao chamado do Denarc, repassando até nomes de suspeitos. Munidos com as identificações destes ou apenas os endereços usados como pontos de venda de drogas, os agentes fazem discretamente um levantamento dos locais e registram, em fotos e vídeos, a ação dos traficantes para servir depois como prova. Muitas vezes, eles são detidos na mesma hora.
Entre as prisões efetuadas, uma foi realizada ao lado de uma ONG responsável pelo tratamento de crianças e adolescentes dependentes de crack, na vila Vicentina, em São Leopoldo.
O delegado Heliomar Franco observou que os traficantes cooptam alunos para serem vendedores de drogas nas salas de aula. Em relação aos pais, ele recomendou para que atuem na prevenção. "É preciso ter diálogo com os filhos e cuidar do seu comportamento", orientou Franco. O Denarc recebe denúncias, com garantia de anonimato, pelo telefone 0800-518-518, ligação gratuita, ou ainda pelo endereço denarc-denuncia@pc.rs.gov.br.