Faleiro não conseguiu conter a emoção nos momentos em que relatava o estado do filho após a agressão. “Quando consegui arrancar o carro, olhei pelo retrovisor e vi meu filho jogado no porta-malas todo ensanguentado. Se o carro não tivesse arrancado acredito que eles responderiam por outros óbitos”, afirmou. Ele garantiu não ter percebido o risco de briga ao chegar para buscar o filho na festa. “A minha percepção ao chegar no local da festa foi de que o ambiente era tranquilo, normal de fim de festa".
Faleiro relatou que entrou no clube para ver se o filho estava pronto e quando saíram, ao descer o terceiro degrau do prédio, foram atacados pelas costas. Ronei Faleiro Jr. e o casal de amigos entraram no carro para tentar escapar, mas seguiram sendo agredidos por um grupo de 15 a 20 pessoas, afirmou o pai. O adolescente chegou a ser levado para o hospital Santo Antônio de Porto Alegre, mas morreu no local.
O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Machado Reis, esteve no local. De acordo com ele, todos os réus tinham ciência da ação. “Eles tinham domínio de tudo o que estava acontecendo. Eles giravam em torno do carro e tinham uma visão do todo”, avaliou. O policial disse ainda que o veículo estava amassado e com sangue e cacos de vidro em todo o interior do carro.
O Caso
Ronei Wilson Jurkfitz Faleiro Júnior estava em uma festa no Clube Tiradentes para arrecadação de fundos para sua formatura. Segundo testemunhas, ainda durante a festa, o namorado de uma amiga teria recebido ameaças e ele ofereceu carona para os dois. Conforme haviam combinado, o pai do jovem foi buscá-lo. Ao chegar ao local, por volta das 5h, o pai desceu do carro e entrou no clube para chamar o filho.
Ao sair começaram a ser agredidos e correram para o interior do automóvel. Ronei foi atingido por chutes, socos, garrafadas e golpeado com cacos de vidro. O pai de Ronei também foi agredido com uma garrafada e um chute, mas conseguiu entrar no carro e levou o filho até o Hospital de Charqueadas. O adolescente chegou a ser encaminhado para o Hospital Santo Antônio, em Porto Alegre, mas não sobreviveu a um traumatismo craniano.