Polícia

Acidente com ônibus da UFSM seguirá sob investigação da Polícia Civil, afirma delegado

Motorista será ouvido nesta tarde, mas confirmou, informalmente, que freios já estavam com problema

Acidente matou sete pessoas e deixou 26 feridas na tarde de sexta-feira
Acidente matou sete pessoas e deixou 26 feridas na tarde de sexta-feira Foto : Pedro Piegas

A investigação do acidente com o ônibus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que deixou sete mortos e 26 feridos em Imigrante, no Vale do Taquari, seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil (PC) do Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo delegado José Romaci Reis, titular da Delegacia de Teutônia e responsável pelo caso.

Na sexta-feira, Reis chegou a cogitar a possibilidade de que o caso, por envolver um bem federal, pudesse ser passado à Polícia Federal. “Analisamos a situação e se trata de crime comum, que diz respeito apenas à investigação do acidente. Assim, o caso não vai para a PF, ficará conosco”, explicou o delegado. Ele também afirmou que possíveis ações por danos patrimoniais ou de outra natureza podem originar outras investigações, mas o inquérito principal permanecerá com a Polícia Civil.

No início da tarde deste sábado, Reis aguardava no local do acidente a remoção do ônibus. “Foi muito difícil conseguir um guincho. O que conseguimos será custeado pela universidade, porque o Detran não tem nenhum credenciado com essa capacidade. É preciso muita potência, tem que ser grande”, relatou.

O motorista do ônibus, que recebeu alta no início da tarde, será ouvido formalmente ainda hoje. Segundo o delegado, ele já prestou um relato informal sobre o que teria acontecido. “Disse que, quando pegou o veículo, os freios já estavam com problemas, mas ele não percebeu nada durante o trajeto. Somente na descida, quando precisou usar, os freios começaram a falhar até que pararam totalmente. Com isso, o ônibus ganhou velocidade e ele não conseguiu frear. Viu aquela área como um escape e direcionou o veículo para tentar parar, mas não sabia que, ao fundo, havia aquele barranco”, contou.

O ônibus possui tacógrafo, mas a equipe de perícia ainda não conseguiu acessar o equipamento. “Não sabemos se estava com disco. A área está muito amassada. A perícia só deve conseguir verificar isso após a retirada completa do veículo”, afirmou Reis.

Até o momento, apenas um diretor da universidade foi ouvido oficialmente. As vítimas ainda não prestaram depoimento, pois estão internadas ou já foram transferidas para Santa Maria. Os depoimentos serão colhidos posteriormente.