Polícia

Acusado de atropelar casal durante racha no Parcão vai a júri em Porto Alegre

Réu responderá por três tentativas de homicídio com dolo eventual

Um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) vai a júri na próxima terça-feira (12), por três tentativas de homicídio com dolo eventual. O crime ocorreu nas imediações do Parcão, no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em abril de 2016.

Conforme a denúncia do MPRS, o carro que ele conduzia bateu em outro e este veículo acabou atropelando duas pessoas. As vítimas são um casal que passeava no local com seu cachorro e mais o passageiro do automóvel que o denunciado dirigia.

O réu, que também responderá por ter deixado o local da colisão, responde ao processo em liberdade. Na época, o motorista havia consumido bebida alcoólica e dirigia em alta velocidade pela rua 24 de Outubro, após sair de uma festa, quando colidiu em um táxi e em outro carro, atropelando o casal que passava pelo local. Um homem, que estava no carona, também ficou ferido.

Na denúncia. o MPRS ressalta que o casal não teve tempo para reagir ao ser atingido pelo automóvel, assim como o carona, que estava manuseando o celular durante o fato.

Atuarão em plenário as promotoras de Justiça Lúcia Helena Callegari e Luciane Wingert, que foi a responsável por denunciar o acusado há oito anos. Para Luciane, finalmente, a justiça, que, de forma indesejável demorou, está chegando. “O réu deverá ser condenado, reconhecendo a sociedade os graves erros criminosos praticados pelo acusado e que feriram não só as vítimas, mas amigos e familiares. A sociedade sairá fortalecida com a decisão dos jurados, que quer uma cultura de paz e livre da violência no trânsito”, afirma.

“O MPRS vai postular a condenação porque o réu agiu com dolo eventual ao utilizar seu veículo como uma arma, atingindo violentamente as vítimas em uma situação que não pode continuar a existir no trânsito da nossa sociedade. Fatos como este mostram o desrespeito total de algumas pessoas, neste caso, do réu em particular, com as outras pessoas”, acrescenta Lúcia.