O auxiliar de produção Lindemberg Alves, preso em Tremembé (a 147 km de São Paulo) por atirar contra a ex-namorada Eloá Pimentel há quase um ano, se diz arrependido do crime, segundo a advogada de defesa dele. Ana Lúcia Assad disse que, na cadeia, enquanto espera o julgamento, Lindemberg trabalha e frequenta duas igrejas (católica e evangélica).
Nesta terça-feira, faz um ano que o ex-namorado de Eloá, movido por ciúmes, entrou no apartamento da jovem, em Santo André (Grande São Paulo), e a manteve refém por quatro dias. A polícia diz que ele batia nela durante o cárcere privado. Após longa negociação com a polícia, acompanhada de perto pela imprensa, o rapaz atirou na cabeça de Eloá, que morreu no dia 18 de outubro. Lindemberg deverá ir a júri popular pela morte da jovem em 2010, estima a promotoria.
A defesa de Lindemberg diz que a rotina dele no presídio é "igual a de qualquer outro preso" e que ele divide a cela com outros detentos. Ana Lúcia nega que o acusado tenha recebido tratamento psiquiátrico. O ex-namorado de Eloá recebe visitas quinzenais da família. Questionada se ele se arrepende, a defensora escreveu “sim, apenas do que efetivamente fez”, sem explicar o que ele reconhece ter feito.
A tragédia mudou a rotina da família da jovem, de Nayara (a melhor amiga também feita refém e alvo de um tiro disparado por Lindemberg) e de vizinhos do prédio. Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, até hoje precisa de tratamento médico e só recentemente conseguiu retornar ao trabalho em uma creche. Parentes reclamam do assédio da imprensa e afirmam tentar reconstruir a vida após a morte da adolescente. A estudante Nayara se recusa a falar sobre o assunto.
As informações são do R7.
Acusado de matar Eloá se diz arrependido
Lindemberg Farias está preso em cadeia do interior de São Paulo