A Polícia Federal aguarda o trabalho de peritos que analisam documentos, computadores e anotações apreendidas durante a operação, realizada em sete estados. A ideia, segundo a delegada federal Gabriela Trolle, é descobrir onde está o dinheiro desviado pelo núcleo formado por três empresas do município de Barão de Cotegipe, que gerenciava até 15 companhias envolvidas no esquema. Uma delas teria movimentado até R$ 110 milhões em apenas dois anos.
Justiça manda soltar pelo menos 20 presos
A Justiça Federal de Erechim emitiu pelo menos 20 alvarás de soltura em favor de pessoas detidas pela Operação Saúde. Conforme o delegado da Polícia Federal José Antônio Dornelles, o procedimento é normal para os mandados de prisão temporária, que têm duração de cinco dias. "Em alguns casos, o juiz dá autonomia à polícia de, assim que a pessoa foi ouvida, para busca de provas e documentos, liberar estes indivíduos", explica. Ele acrescenta que, na terça-feira, outros três suspeitos já haviam ganhado liberdade.