Polícia

Acusados de fraude, pai e filho ficam calados em depoimento

Empresários de Barão de Cotegipe são suspeitos de envolvimento em desvio de verbas de medicamentos

Os empresários Dalci e Cassio Filipetto – pai e filho – permaneceram calados durante o depoimento prestado na delegacia da Polícia Federal de Passo Fundo, no Norte do Estado, na manhã desta sexta-feira. Ambos foram presos durante a Operação Saúde e são suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro na compra de remédios e equipamentos hospitalares. A fraude era comandado em Barão de Cotegipe, no Alto Uruguai, onde pai e filho moram. Eles retornaram ao presídio e a Justiça define, nos próximos dias, se concede liberdade provisória aos dois.

A Polícia Federal aguarda o trabalho de peritos que analisam documentos, computadores e anotações apreendidas durante a operação, realizada em sete estados. A ideia, segundo a delegada federal Gabriela Trolle, é descobrir onde está o dinheiro desviado pelo núcleo formado por três empresas do município de Barão de Cotegipe, que gerenciava até 15 companhias envolvidas no esquema. Uma delas teria movimentado até R$ 110 milhões em apenas dois anos.

Justiça manda soltar pelo menos 20 presos

A Justiça Federal de Erechim emitiu pelo menos 20 alvarás de soltura em favor de pessoas detidas pela Operação Saúde. Conforme o delegado da Polícia Federal José Antônio Dornelles, o procedimento é normal para os mandados de prisão temporária, que têm duração de cinco dias. "Em alguns casos, o juiz dá autonomia à polícia de, assim que a pessoa foi ouvida, para busca de provas e documentos, liberar estes indivíduos", explica. Ele acrescenta que, na terça-feira, outros três suspeitos já haviam ganhado liberdade.


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