Foi adiada para uma nova data, a ser posteriormente divulgada, a segunda etapa da reprodução simulada da morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg. A primeira parte, com a versão dos 18 policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou na morte do produtor de morangos se encerrou na madrugada desta quarta-feira, no sítio da família, em Pelotas.
A Polícia Civil confirmou, em uma nota divulgada na manhã desta quarta-feira, o adiamento da reprodução simulada da versão da viúva Raquel Motta Nörnberg, tendo em vista uma divergência entre o advogado da família e o Instituto Geral de Perícias (IGP). "Uma nova data será agendada", finaliza a nota. O diretor da Divisão de Homicídios do Interior, delegado Tiago Carrijo, disse que o agendamento dos horários foi realizado pelo IGP.
Raquel avaliou como absurda a situação. "O que eu consegui ver da reprodução da versão dos policiais militares foi um absurdo, pois as condições internas da casa estavam muito deferentes da madrugada dos fatos. No dia não tinha nenhuma iluminação interna, diferente do que foi apresentado por eles”, disse.
Ela acredita que, quando forem comparar a versão dos policiais apresentada na reprodução simulada dos fatos e as imagens das câmeras de monitoramento será possível constatar as divergência em relação à iluminação. "Eu quero dar a minha versão nas mesmas condições, com os mesmos direitos assegurados que os policiais militares deram a deles. Queríamos que ocorresse hoje à noite, mas o pessoal que veio de fora não tinha se programado para ficar até a noite e queriam que fosse no período diurno, o que não nos daria a mesmas condições", lamenta.
O IGP ainda não se manifestou sobre o adiamento da segunda parte da reprodução.