O soldado Vilson Manoel de Ávila trabalha há 18 anos na Pasc e disse nunca ter visto nada perecido. "Senti um forte impacto, achei que pudesse ser um tiro, mas achei a flecha caída com o telefone preso na ponta. Se não fosse o aparelho e as fitas utilizadas para prendê-lo, eu teria me ferido gravemente", contou. O lançamento foi feito a uma distância de quase 100 metros, de trás de uma cerca de contenção na área da prisão.
Logo depois de o soldado ser atingido, a Guarda da Pasc acionou o 28º Batalhão da Brigada Militar de Charqueadas. Os policiais cercaram o local e detiveram o adolescente em um matagal atrás da cadeia. O jovem, com antecedentes por roubo, utilizava uma touca ninja e estava com o arco que fez o lançamento. Depois do registro da ocorrência, ele foi entregue a familiares e deve responder processo em liberdade.
A polícia investigará a informação repassada pelo próprio adolescente de que outras lanças com telefones celulares teriam sido arremessadas com sucesso para dentro da penitenciária. Ele teria treinado por mais de um mês para realizar o serviço contratado por detentos. O jovem disse ter recebido R$ 1,5 mil. Do total, R$ 700 foi utilizado para comprar a arma.
Três pessoas que levaram o garoto ao local conseguiram escapar. O trio, armado com pistolas, estava em um Celta que não foi localizado pelo policiais. "Recebemos informações que esta quadrilha que escoltava o adolescente estava fortemente armada, realizamos buscas em toda a região, mas não conseguimos prender os suspeitos", informou o oficial de Serviço da Guarda Externa da Pasc, tenente Maurício Abrahão.