Polícia

Adolescente de Marau é encontrada na casa de suspeito de pedofilia em Minas Gerais

Menina de 14 anos estava desaparecida e foi localizada no imóvel de homem em Ibirité

Delegacia de Marau fez buscas por adolescente desaparecida
Delegacia de Marau fez buscas por adolescente desaparecida Foto : Polícia Civil / CP

Uma adolescente de 14 anos que vive com os pais em Marau, no Norte gaúcho, foi localizada em Minas Gerais. De acordo com a Polícia Civil, ela estava em Ibirité, na casa de um homem de 35 anos que é investigado por pedofilia. O caso ocorreu na sexta-feira, após dois dias de buscas.

No dia 17 de setembro, a mãe da jovem acionou a Delegacia de Marau e registrou o desaparecimento. Ela disse que havia recebido uma mensagem de despedida da filha e que, além disso, a jovem não havia informado para onde pretendia ir.

Segundo apuração policial, a menina rumou a Porto Alegre, onde partiu em um ônibus para São Paulo. Ali, embarcou em veículos de aplicativo e, no dia seguinte, chegou em Minas Gerais. Ela viajou por quase 2 mil quilômetros sem enfrentar qualquer empecilho relacionado ao fato de ser menor de idade e não estar acompanhada de adultos.

As buscas somaram os efetivos da DP de Marau e de outras unidades especializadas, como a Delegacia de Polícia de Investigação de Pessoas Desaparecidas (DPID), que é vinculada ao Departamento Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). A adolescente foi encontrada quando policiais mineiros cumpriam um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, sendo a ordem advinda de outras investigações sobre abuso sexual infantil contra o mesmo homem.

O investigado não foi preso em flagrante porque, supostamente, a jovem permanecia na casa dele de forma voluntária. Foram os computadores e telefones dele. A menina foi encontrada sem ferimentos e, até o momento desta publicação, permanecia em Minas Gerais ao aguardo da mãe. Ela passa bem.

De acordo com o delegado titular de Marau, Norberto Rodrigues, a menor de idade conhecia o suspeito há cerca de cinco anos. A dupla conversava por meio de dispositivos online.

“Os dois se conheceram na internet e continuaram em contato através de um aplicativo. Há relatos de amigas da vítima sobre uma suposta troca de fotos impróprias entre ela e o adulto, mas isso poderá ser apurado em outra investigação. O foco das nossas diligências era encontrá-la”, afirmou o delegado Norberto Rodrigues.

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