Adriano da Silva, que atualmente tem 33 anos, já tinha sido condenado pela morte de outros sete meninos e, depois do júri, foi levado novamente ao Presídio de Alta Segurança de Charqueadas, onde está preso. Ele confessou a morte de 12 garotos entre 2002 e 2004.
A série de crimes cometidos por Adriano ainda causa revolta na população. Hoje, o policiamento precisou ser reforçado no júri. Da mesma forma, quando ele foi preso, em 2004, a Polícia Civil temeu linchamento dele.
Adriano se manteve em silêncio no julgamento
Interrogado pelo juiz Márcio César Monteiro, que presidiu o julgamento desta terça-feira, Adriano da Silva se manteve em silêncio, pela manhã. Ele alegou o direito de permanecer calado e não respondeu a nenhuma das perguntas formuladas pelo magistrado. Durante o processo, o paranaense mudou várias vezes a versão sobre a morte de Volnei, por enforcamento, ocorrida em nove de julho de 2003. Inicialmente, ele assumiu a autoria, mas depois voltou atrás.
O promotor público Diego Mendes de Lima procurou mostrar ao Corpo de Jurados, formado por quatro mulheres e três homens, que os autos do processo deixaram clara a autoria do crime. Adriano acabou condenado por homicídio, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. O advogado Inácio Diehl Borges defendeu o réu e, além do promotor, o advogado Jabs Paim Bandeira atuou na assistência de acusação.