Polícia

Advogada irá pedir liberdade para PMs suspeitos de matar juíza no Rio

Pedido de habeas corpus deve acontecer até sexta-feira

A advogada Alzira de Castro Garcia, responsável pela defesa de dois dos três PMs presos, suspeitos pela morte da juíza Patrícia Acioli, deve pedir a liberdade (habeas corpus) de seus clientes até a próxima sexta-feira. As informações são do portal R7.

Alzira explicou que até a noite dessa terça-feira, quando acabaram os depoimentos dos policiais, não tinha detalhes sobre os autos e que estudará o caso durante os próximos dias. "Ainda conheço pouco sobre os autos. Por enquanto não posso acrescentar muito, vou analisar tudo até o fim da semana antes de pedir o habeas corpus", disse.

O depoimento dos três policiais do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM) teve início na tarde dessa terça-feira e durou cerca de oito horas. Eles foram ouvidos na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O último depoimento acabou por volta das 21h40min, quando os dois cabos e o tenente foram transferidos em viaturas do Choque para o BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, zona Norte. 

Durante o depoimento, os três PMs negaram, segundo os advogados de defesa, participação no crime. A magistrada foi atingida por 21 tiros no dia 11 de agosto quando chegava em casa, em Niterói, região metropolitana.

Alzira disse ainda que vai sugerir para um de seus clientes que procure por um outro advogado. "Devo pedir para que um deles arranje um outro advogado, pois acho que num caso como esse é importante que cada um tenha a sua própria defesa", ponderou. 

Também nessa terça-feira, cerca de 90 policiais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e nos bairros de Senador Camará e Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. O objetivo é encontrar mais armas, que possam ter sido usadas na morte de Patrícia Acioli. A polícia também procura outros indícios da participação dos policiais. A moto usada no crime, modelo Falcon, de cor azul, ainda não foi encontrada. Além de pessoas ligadas aos PMs presos, foram vasculhadas as casas de outros PMs do Gat (Grupamento de Ações Táticas).

Bookmark and Share