“Vamos periciar todo esse material. O coronel nega peremptoriamente a autoria das determinações ou mesmo que isso tenha partido do computador dele”, afirmou.
Peres ainda fez uma série de críticas ao modo de operação do procurador Amilcar. Ele alega que o acesso aos autos do processo, direito previsto por lei federal, está sendo negado frequentemente aos defensores dos acusados. “O promotor comete uma ilegalidade ao não permitir o conhecimento dos autos pela defesa, principalmente depois da abertura de inquérito e do conhecimento público do caso por meio da imprensa. Isso atrapalha o contraditório porque eu não tenho informações”, protestou.
Peres, que também é vice-presidente da Associação Criminalística do Rio Grande do Sul, disse que o vazamento de determinadas informações sobre o caso atinge a honra de pessoas envolvidas antes de qualquer julgamento. “Divulgar pelo Twitter e pela imprensa traz um impacto para a imagem das pessoas. Não precisa ter tanto desejo por brilho e holofotes. Alguém vai ter que ser responsabilizado por isso. Ele não tem equilíbrio para conduzir uma investigação como essa”, disse o advogado, referindo-se à conduta do promotor Amilcar no processo.