Polícia

Advogado do Banrisul diz que investigações não terão como alvo as agências de publicidade

Fábio Medina acredita que a forma como foram divulgadas as informações prejudicaram a imagem das agências

O advogado do Banrisul, Fábio Medina, disse que as investigações sobre o desvio de verbas de propaganda do banco se concentram em pessoas físicas, e não nas agências de publicidade. “Pessoas físicas podem cometer ilícitos dentro de estruturas de pessoas jurídicas. Me parece que nessas investigações de fraude no Banrisul tudo fica centrado em pessoas físicas. Tanto que nem se questiona o processo de licitações pela qual as agências foram contratadas”, afirmou o advogado durante entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

Medina acredita que a forma como foram divulgadas as informações iniciais sobre o caso prejudicaram a imagem das agências que tinham contrato com o banco. “A espetacularização do caso poderá causar danos a pessoas jurídicas, num efeito da politização das instituições, o que é muito negativo”, disse, lembrando que ainda não se tem a real dimensão da fraude, presumida em R$ 10 milhões.

Durante a entrevista, o advogado falou da determinação da justiça de soltura dos quatro principais responsáveis pelo caso. “Nós lamentamos que eles tenham saído tão rapidamente da cadeia. Porque eu recordo dos tempos em que trabalhei no Ministério Público. Quando você postula uma prisão calcada na garantia da ordem pública, não deixa de ficar um gosto amargo saber que esse trabalho não foi reconhecido pelo judiciário, que soltou as pessoas”, disse.

Medina lembrou que ainda não há processo, pois ainda tramita a denúncia da suposta irregularidade, e disse que o Banrisul tem interesse em apurar responsabilidades individuais das pessoas envolvidas.


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