Polícia

Advogados de vigilante vão à Justiça pedir liberdade provisória

Defensores argumentam que Rodrigo passava por tratamento psiquiátrico desde o ano passado

Os advogados do vigilante Rodrigo Luz, de 32 anos, que manteve a ex-mulher refém durante 69 horas no fim-de-semana, em Canoas, devem pedir a liberdade provisória dele nesta quinta-feira. O defensor Valdir Jung vai receber da mãe de Rodrigo Luz alguns documentos e boletins médicos para tentar argumentar que o cliente não oferece risco à sociedade.

“Com os comprovantes, vamos tentar a liberdade provisória de Rodrigo. Ele estava em tratamento psiquiátrico desde o ano passado, trabalhava e tem endereço fixo. Na pior das hipóteses, vamos tentar a transferência dele para o Instituto Psiquiátrico Forense para avaliação psicológica”, disse Jung.

Ontem, Josiane Pontes, de 29 anos, prestou depoimento na Delegacia para a Mulher de Canoas. Ela não quis gravar entrevista, mas disse à delegada Kátia Heinheimer que foi agredida durante o cárcere privado em sua casa, além de ser ameaçada de morte em vários momentos.

Rodrigo Luz será indiciado por cárcere privado, tentativa de homicídio, porte de arma restrita e receptação. O inquérito policial será concluído na próxima semana.