Polícia

Agência de publicidade declara "extrema surpresa" com suposto desvio do Banrisul

Em comunicado oficial, SLM Ogilvy confirmou prisão de um dos diretores

A agência de publicidade SLM Ogilvy, uma das investigadas no suposto desvio de dinheiro do Banrisul, emitiu uma nota oficial no fim da tarde desta quinta-feira. Durante a manhã, o prédio onde funcina a empresa foi um dos alvos de mandado de busca da Polícia Federal. Um dos diretores da SLM, Gilson Stork, está preso.

• COMUNICADO AGÊNCIA SLM

1. A empresa declara extrema surpresa em ver seu nome envolvido em operação do Ministério Público e Polícia Federal;
2. E confia que a Justiça vai esclarecer todos os fatos, a seu tempo;
3. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da agência SLM na manhã desta quinta-feira. Na oportunidade, os policiais, no cumprimento de seu dever, recolheram documentos e computadores;
4. A agência confirma que o sócio Gilson Storck está detido e à disposição da Polícia Federal para maiores esclarecimentos;
5. A agência se dispõe a colaborar com a Polícia Federal e Ministério Público para elucidar todas as informações necessárias;
6. A agência permanece com suas atividades e atendendo todos seus clientes normalmente;
7. Neste momento a agência ainda não tem maiores informações oficiais sobre a operação. E mantém monitoramento, apenas com o que está sendo veiculado na imprensa;
8. Com a plena convicção de não ter cometido nenhuma irregularidade, a agência se pronunciará para a opinião pública assim que todos os fatos forem apurados.
9. O caso está sendo acompanhado pelo advogado José Antônio Paganella Boschi, do escritório Boschi & Boschi Associados.

Direção SLM

Entenda o caso

Na manhã dessa quinta-feira, veio a público uma força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Ministério Público de Contas que começou a apurar desvios de recursos da área de marketing com prejuízo ao Banrisul. Suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, diretores de agências de publicidade e prestadores de serviços, pode ter lesado a instituição em mais de R$ 10 milhões nos últimos 18 meses.

O esquema se dava através do suposto superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências que terceirizavam o serviço para empresas que subcontratavam os reais executores a preços muito menores do que os cobrados do banco.

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