Polícia

Agente consular é preso em Porto Alegre por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil

Prisão ocorreu no bairro Higienópolis, no âmbito da 4ª fase da Operação Redenç@o

Prisão do suspeito ocorreu no bairro Higienópolis, na Capital
Prisão do suspeito ocorreu no bairro Higienópolis, na Capital Foto : Divulgação / Polícia Civil / CP

Um homem de 56 anos, agente consular em serviço no Brasil, foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira no bairro Higienópolis, em Porto Alegre, pelo crime de armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A prisão foi no âmbito da 4ª fase da Operação Redenç@o, realizada pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca) da Polícia Civil (PC). Por questões legais, a nacionalidade a que este agente servia não foi divulgada pela PC.

As investigações começaram em fevereiro deste ano com o uso de ferramentas tecnológicas de monitoramento do ambiente virtual. As diligências foram cumpridas por agentes do Núcleo de Operações Cibernéticas (NOC) do Deca, coordenadas pelo delegado Raul Vier, diretor do órgão, além de policiais da 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (2ª DPCA), com apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

“A Internet pode passar a falsa impressão de anonimato, mas os crimes cometidos no ambiente virtual deixam rastros. O papel da Polícia Civil é percorrer esse caminho visando à identificação dos autores desses graves delitos que atingem crianças e adolescentes”, salientou Vier. “Cada imagem e vídeo com conteúdo de pornografia infantil representa não apenas um crime isolado, mas evidencia a ocorrência de outro delito antecedente, cometido contra uma vítima real.

Por trás de cada arquivo há uma criança, em algum lugar do mundo, que foi abusada para que aquela imagem fosse produzida”, acrescentou a delegada Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ªDPCA/DECA, responsável pelo prosseguimento das investigações. Após a prisão em flagrante, ele será encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) e ficará à disposição da Justiça.

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