Mais de 500 pessoas acompanharam o cortejo. Entre elas muitos policiais trajando uniforme, seguidos por viaturas com sirenes ligadas. O delegado Matheus Mella, encarregado da operação Monte Carlo, apresentou solidariedade à família e afirmou que não vai medir esforços para localizar os assassinos. "A PF perde um grande servidor, mas não se intimida com esse tipo de violência nem arrefecerá a luta contra o crime", afirmou o delegado.
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, informou que já está na pista de dois suspeitos do crime. "Não adianta se esconderem. As polícias Civil e Militar estão mobilizadas, no esforço conjunto para esclarecer esse crime brutal e prender os assassinos", alertou. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na quarta-feira que pediu à PF rigor na apuração do assassinato.
A Polícia Federal tem certeza de que Tapajós foi executado, mas não tem ainda os motivos: se por causa de sua participação na Operação Monte Carlo ou em outras investigações de risco das quais ele participou, como por exemplo, no combate à pedofilia e ao narcotráfico. Também não estão descartadas motivações pessoais, vingança ou queima de arquivo.