Polícia

Agente penitenciário afastado por envolvimento em tortura é encontrado morto

Circunstâncias ainda não foram esclarecidas

O agente penitenciário Carlos Eduardo Zaniol Bolini, afastado por suposto envolvimento no caso de tortura ocorrido no presídio de Caxias do Sul, na semana passada, foi encontrado morto na tarde deste domingo em sua residência, no bairro São Pelegrino, em Caxias do Sul. As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. Segundo o relato de colegas, Bolini não compareceu ao trabalho na sexta-feira e no sábado, o que motivou a procura na sua residência, onde foi achado morto. O corpo está no Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

O presidente da Associação dos Servidores Penitenciários daquela comarca, Fabiano Hoff, criticou a forma como o caso foi conduzido. Segundo ele, não houve acompanhamento psicológico aos profissionais afastados e indiciados no caso de tortura. Todos os plantonistas naquela oportunidade foram afastados das atividades. “O agente estava muito abalado e apreensivo com o envolvimento do seu nome no caso. Ele dizia que estava no pórtico no momento do ocorrido”, contou Hoff, acrescentando que o rapaz estava há dois meses do fim do estágio probatório e temia ser prejudicado. Ele teria ficado muito deprimido com o seu envolvimento no caso.

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Rocha, lamentou o ocorrido e disse que solicitará aos órgãos competentes explicações sobre o acompanhamento dado aos profissionais após os indiciamentos. “Isso se deu pela irresponsabilidade com que os órgãos conduziram os fatos. Esse colega foi exposto, assim como os demais e não houve acompanhamento posterior”, salientou.

A direção da Superintendência dos Serviços Penitenciários, órgão estadual responsável pela administração dos presídios gaúchos, não foi localizada.