Em Porto Alegre, um ato foi organizado pelo Sindicato dos Policiais Federais do RS (Sinpef/RS) na entrada sede da Superintendência Regional da PF, na avenida Ipiranga, no bairro Azenha, pela manhã. Além de um elefante branco inflável, faixas e cartazes, os manifestantes usaram mordaças em protesto contra uma recente portaria da direção geral da Polícia Federal. “Essa portaria coíbe qualquer tipo de manifestação no âmbito da instituição”, resumiu o vice-presidente do Sinpef/RS, Ubiratan Antunes Sanderson, acrescentando também que a medida obriga ainda uso permanente de terno por parte dos delegados e peritos.
Ele confirmou uma nova paralisação para o dia 21 deste mês. “Não houve nenhuma evolução do governo desde 2012 nas negociações e tratativas”, lembrou, confirmando o Estado de Greve da categoria. No Interior, a mobilização ocorreu nas 13 delegacias da PF. Todas as atividades operacionais foram suspensas.
A categoria denuncia a redução dos investimentos na PF com consequente falta de condições de trabalho e de efetivo; o fato dos agentes federais serem os únicos com os salários congelados há sete anos, cujas perdas passam 40%; as ingerências políticas nas investigações; as atribuições constitucionais da instituição repassadas a outros órgãos; o não reconhecimento das funções de inteligência exercidas há décadas pelos policiais federais; a existência de altos índices de doenças psíquicas e de suicídio sem haver qualquer amparo psicológico; e a preocupante evasão de pessoal, constatada, por exemplo, no ano passado quando 230 servidores deixaram a PF e o número de policiais diminui a cada ano.