Protesto do Sindicato dos Servidores Penitenciários do RS (Amapergs-Sindicato) reuniu na tarde deste domingo cerca de 100 agentes na frente da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). A categoria é contra o uso de policiais militares (PMs) na segurança interna do complexo prisional, de quatro módulos, ainda não concluído.
“PMs tem que fazer segurança nas ruas não dentro de presídios”, criticou o presidente a Amapergs-Sindicato, Flávio Berneira Júnior. Os policiais ficariam na Pecan temporariamente até a conclusão do curso de formação de 50 agentes, aprovados em concurso, mas ainda não nomeados.
A nomeação está prevista para esta semana, mas a indignação dos agentes está relacionada a uma questão: “O governo criou função gratificada de R$ 2,3 mil por soldado no trabalho em presídio, além do salário, e não falou com a categoria dos agentes que poderiam resolver a segurança na Pecam com uma força tarefa e custo muito menor”, afirmou Berneria.
Não foi confirmada, nem desmentida, pela secretaria da Segurança Pública a informação sobre o uso de policiais militares (PMs) na segurança interna da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) para aumentar a capacidade do complexo prisional em receber detentos.
Hoje há cerca de 300 presos na Pecan e seriam colocados mais 300 com o reforço de PMs na segurança. Conforme a assessoria da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) o tema não seria comentado e “no momento oportuno serão dados todos os esclarecimentos”.
Agentes penitenciários protestam contra utilização de PMs na Pecan, em Canoas
Servidores querem a nomeação imediata dos aprovados em concurso