Polícia

Agentes penitenciários protestam contra utilização de PMs na Pecan, em Canoas

Servidores querem a nomeação imediata dos aprovados em concurso

Agentes penitenciários protestaram contra possível utilização de PMs na segurança interna em Canoas
Agentes penitenciários protestaram contra possível utilização de PMs na segurança interna em Canoas Foto : Luci Rigo / Amapergs-Sindicato / Divulgação / CP
Protesto do Sindicato dos Servidores Penitenciários do RS (Amapergs-Sindicato) reuniu na tarde deste domingo cerca de 100 agentes na frente da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). A categoria é contra o uso de policiais militares (PMs) na segurança interna do complexo prisional, de quatro módulos, ainda não concluído.

“PMs tem que fazer segurança nas ruas não dentro de presídios”, criticou o presidente a Amapergs-Sindicato, Flávio Berneira Júnior. Os policiais ficariam na Pecan temporariamente até a conclusão do curso de formação de 50 agentes, aprovados em concurso, mas ainda não nomeados.

A nomeação está prevista para esta semana, mas a indignação dos agentes está relacionada a uma questão: “O governo criou função gratificada de R$ 2,3 mil por soldado no trabalho em presídio, além do salário, e não falou com a categoria dos agentes que poderiam resolver a segurança na Pecam com uma força tarefa e custo muito menor”, afirmou Berneria.

Não foi confirmada, nem desmentida, pela secretaria da Segurança Pública a informação sobre o uso de policiais militares (PMs) na segurança interna da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) para aumentar a capacidade do complexo prisional em receber detentos.

Hoje há cerca de 300 presos na Pecan e seriam colocados mais 300 com o reforço de PMs na segurança. Conforme a assessoria da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) o tema não seria comentado e “no momento oportuno serão dados todos os esclarecimentos”.