A Polícia Civil acredita que razões financeiras motivaram o suspeito de esquartejar a namorada e deixar parte do corpo dela em uma mala na rodoviária de Porto Alegre. Identificado como Ricardo Jardim, 66 anos, ele foi preso na noite de quinta-feira, mas a informação foi divulgada em coletiva nesta manhã.
De acordo com a investigação, o criminoso residia em uma pousada, no bairro São João. Ele era vizinho da vítima, com quem mantinha um relacionamento amoroso há seis meses. O homem disse aos policiais que a companheira morreu devido a um mal súbito.
"O investigado disse que a mulher morreu por mal súbito e que ficou com receio de ser incriminado. Por isso, diz ele, resolveu esquartejá-la”, disse o titular interino da 2ª Delegacia de Homicídios (DHPP), André Freitas.
A mulher tinha 65 anos, era natural de Arroio Grande e trabalhava como manicure. De acordo com Freitas, após o crime, o suspeito utilizou o celular da namorada para mandar mensagens aos parentes dela.
“Os familiares pensavam que a vítima estava viva, já que o investigado manteve contato com eles através do celular dela. Ele fingia que estava tudo bem. Por isso, nenhum deles registrou o desaparecimento.
O titular da 2ª DHPP afirmou que o preso estava foragido desde abril do ano passado. Nesse intervalo de tempo, era sustentado com a ajuda da namorada, apesar de ter formação como publicitário. A suspeita é que o crime tenha sido cometido por motivação financeira.
"Acreditamos que o criminoso agiu com motivações financeiras. Ele estava foragido, ou seja, em uma situação complicada para ganhar dinheiro. Sabemos que a mulher fez transferência de valores ao companheiro durante todo o relacionamento. Além disso, depois o crime, o homem ainda fez saques bancários com os cartões dela”, destacou o titular da 2ª DHPP.