Em nota, a Susepe afirma que é temporário e que a portaria tem valor até 5 de janeiro. O documento só não explica o porquê somente agora é que o NSD precisa de reforço para as remoções, sendo definido uma data para o término do uso dos agentes do grupo.
Um dos problemas com o ato de Aulaer, apontado pelos agentes, é que ficando apenas nas remoções, o efetivo do Gaes não terá tempo para o treinamento que vinham fazendo. O chefe do Gaes, Janderson Carvalho, foi destituído da função sem maiores explicações. Os cães, sendo que um estava sendo treinado para farejar celulares, foram colocados em uma casa prisional, prejudicando todo o esquema de adestramento dos animais.
Na quinta-feira, integrantes do grupo tiveram uma reunião no sindicato da categoria, Amapergs/Sindicato, e também mantiveram contato com o futuro secretário da Segurança Pública, Airton Michels. Segundo Carvalho, o novo secretário se pronunciou favorável a continuação do grupo nos moldes em que foi criado, sendo usado para intervir em crises dentro de estabelecimentos penais.
A Susepe, através de nota em seu site se manifestou sobre ao desvio do Gaes para o NSD. “Com relação a notícias veiculadas pela imprensa da extinção do Grupo de Ações Especiais da Susepe (Gaes), a Superintendência traz a público:
- a Portaria nº.65/2010, de 15 de dezembro de 2010, determina que o Gaes passe a cumprir expediente no Núcleo de Segurança e Disciplina (NSD);
- tal medida foi tomada em reunião do superintendente com diretores, e foi motivada pela grande quantidade de missões e encargos da Susepe e, em particular, do NSD;
- a referida Portaria define a data de 05 de janeiro para término da missão;
- o Gaes está mantido com toda sua estrutura de pessoal e equipamento;
- reconhecendo a importância e qualificação dos serviços prestados pelos servidores que compõem o Gaes, em momento algum a Superintendência demonstrou interesse em promover a extinção do referido grupamento;