Um jovem foi detido por dois alunos em estágio operacional da Brigada Militar após furtar um bolo. Eles faziam patrulha na avenida Praia de Belas, no bairro Menino Deus, na Capital, quando viram o rapaz sair apressado de dentro da Padaria Requinte, na avenida Botafogo. O policiais acharam estranha a movimentação e o abordaram. Em seguida, uma das proprietárias, Simone Ávila Nunes, reclamou que ele havia saído sem pagar um bolo de laranja.
O major Cláudio Michelsen, do 1º Batalhão de Polícia Militar, explica que a mulher quis o bolo de volta, e desistiu de registrar queixa. "A proprietária solicitou o produto de volta e não quis registrar ocorrência", conta. Apesar disso, o rapaz foi algemado e levado em uma viatura até a 2ª Delegacia de Polícia. Lá, deu depoimento à delegada Adriana Regina da Costa. "Ele disse que furtou, que tem emprego fixo e residência comprovada. Eu ouvi, registrei o caso e o liberei. Ele não foi preso", afirma.
De acordo com a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal, decretada em 2008, só é lícito o uso de algemas em casos de resistência ou de perigo à integridade física de outras pessoas. O caráter excepcional do uso de algemas deve ser justificado por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e anula a prisão.
Alunos da BM algemam jovem por furtar bolo na Capital
Homem confessou o crime e foi liberado pela Polícia Civil