Um grupo de 15 alunos oficiais da Academia de Polícia Militar (APM) da Brigada Militar (BM) foi enviado na manhã desta terça-feira para realizar o policiamento ostensivo no Centro de Porto Alegre. Segundo o presidente da Abamf, que representa os soldados, Leonel Lucas, eles tiveram de caminhar a pé desde a sede da APM - na avenida Aparício Borges no bairro Partenin - que tinha um piquete montado na entrada principal. “Foi desumano. Os alunos foram obrigados a sair por um buraco aberto na cerca dos fundos, no lado da rua Intendente Alfredo Azevedo”, afirmou o dirigente, acrescentando que inicialmente houve a tentativa de saída dos alunos em um micro-ônibus, sendo impedido o deslocamento do veículo.
“Os alunos oficiais sequer têm documentos policiais para atendimento de ocorrências. Estão apenas em uma operação de presença”, lembrou. Já no 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon), também na avenida Aparício Borges, os familiares dos policiais militares deitaram-se no chão, na entrada do batalhão, para impedir a saída do efetivo a cavalo, contou Leonel Lucas. Ele avaliou como um sucesso o movimento em seu primeiro dia. “No Interior, todas as cidades tiveram mobilizações”, comemorou.
O presidente da Abamf observou que circularam apenas as viaturas que já estavam rodando na madrugada e ficaram no lado de fora dos quartéis. Em Porto Alegre apenas 13 das 56 viaturas que circulam por dia estão operando, segundo ele. “É um momento histórico. Nunca tinha visto essa união”, avaliou.
Alunos da BM vão ao Centro a pé para fazer policiamento em Porto Alegre
PMs tiveram que sair buraco aberto na cerca dos fundos