A BM foi acionada por uma vizinha do homem, que teria arremessado um artefato explosivo contra a casa da moradora. A bomba teria explodido e danificado parte do telhado. Conforme o tenente do 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Mauro Perazolo, o marinheiro jogou álcool no corpo e ameaçou atear fogo. Ele também portava uma faca. Vizinhos informaram que o homem era visto com uma pistola. A mãe do marinheiro mora no mesmo terreno, mas não foi ameaçada de morte pelo filho, conforme o tenente.
A área permanecerá bloqueada até que o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) faça uma varredura, já que há possibilidade de haver mais explosivos no local. Em 2008, o homem havia sido preso com grande quantidade de explosivos em um apartamento na Travessa Ana César, no bairro Vila Ipiranga, em Porto Alegre.
Na ocasião, a polícia chegou ao local através da denúncia de vizinhos, que haviam escutado disparos. Lá foram encontrados produtos químicos utilizados na fabricação de bombas caseiras, munição e armas. O marinheiro alegou que utilizava o material para defesa pessoal.
Em entrevista à Rádio Guaíba, uma vizinha que não quis se identificar contou que eram comuns discussões entre o homem e a mãe. "Ele também costumava gritar e fazer muito barulho, ouvia som alto", afirmou. "Anteriormente, ele já havia quebrado vidros de casas e carros dos moradores do bairro Cidade Verde, que registraram ocorrência policial", lembrou.