Ruzicki não confirmou se as mortes têm o mesmo motivo. Segundo ele, está sendo investigada a possibilidade de atuação de uma quadrilha que atua no roubo de carro e no tráfico de drogas. Pouco mais de 24 horas da morte de Inácio de Medeiros, 56 anos, na esquina da avenida Cristóvão Colombo com a rua Ernesto Alves, o comerciante Rodrigo Santos da Costa, de 33 anos, foi morto na sexta-feira a menos de cem metros do crime da noite anterior.
As buscas por suspeitos e testemunhas para elucidar as mortes estão sendo feitas pela Polícia, que deve averiguar câmeras e outros equipamentos do shopping e da EPTC, que já receberam a solicitação do material.
Os moradores e comerciantes da região pensam em organizar uma manifestação por mais segurança. "Estamos preocupados com os acontecimentos e precisamos de maior policiamento", disse a comerciante Fabiana Souza. "Dizem que há policiamento, mas a gente não vê as viaturas passando", reclama o comerciante Francisco Carvalho, há 10 anos no bairro. Ele acredita que, por ser região de grande movimento, a proteção deveria ser maior, especialmente à noite.
Após ouvir os tiros que mataram a última vítima, outra comerciante, que não quis se identificar, afirmou que se sente assustada pela violência. Para se proteger, recorre à oração e toma alguns cuidados. "Na rua, eu ando ligeiro e não carrego bolsa bonita", afirma.
Dois dos crimes de maior repercussão nos últimos anos na Capital também ocorreram no bairro Floresta: os assassinatos do médico Marco Antônio Becker, em dezembro de 2008, e do secretário municipal de Saúde Eliseu Santos, em fevereiro do ano passado.