Papagaio justificou a ausência alegando ter ido a uma escola de Montenegro na tentativa de obter vaga para retomar os estudos. O proprietário da empresa empregadora, Cláudio Vogel confirmou o relato e disse ter liberado o apenado na tarde em que a exportadora foi inspecionada. A Susepe, no entanto, informou que a competência de autorizar a saída de Papagaio para qualquer outro lugar, que não seja a empresa, é da Justiça, e alegou que a direção do albergue sequer foi comunicada.
A juíza do Mutirão Carcerário do Fórum de Novo Hamburgo, Traudi Grabin, que restabeleceu o trabalho externo junto à empresa Cláudio Vogel na manhã desta quarta-feira, aguarda a remessa do procedimento administrativo disciplinar do preso. Segundo ela, a decisão não impede as conclusões do trabalho investigativo da Susepe. Traudi determinou a intimação do empresário Cláudio Vogel e o esclarecimento de Papaguaio para que observe as normas do contrato.
Condenado a 36 anos e 11 meses de prisão por assaltos a bancos e carros-fortes, ele cumpriu quase 13 anos da pena. Se continuar trabalhando, ainda em 2011, Papagaio pode requerer regime aberto.