"Perto da 0h30min, o ônibus parou em frente à garagem e eu só escutei, de casa, os gritos: 'desce, desce, desce'. Todos os passageiros desceram e o coletivo andou mais uns 200 metros com o motorista, até a entrada do beco. Depois de uns cinco ou 10 minutos, o motorista voltou correndo, encharcado de gasolina. Ele estava desesperado. Até achei que iria morrer aqui sentado", disse um morador que não quis se identificar.
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— Eduardo Paganella (@EduPaganella) June 23, 2016
Outra moradora contou que ficou preocupada com o marido, que havia saído às 6h desta quinta. "A gente fica preocupada, porque meu marido saiu e já não tinha mais ônibus. Eu fiquei ligando para ele até saber onde estava. Agora pela manhã que ele atendeu e me disse para não descer até o começo do beco porque lá estavam os destroços do ônibus. Está todo mundo com medo, todos estão apavorados", relatou.
"Tá todo mundo apavorado", diz moradoda que vive no Beco dos Cafunchos, em POA @RdGuaibaOficial @correio_dopovo pic.twitter.com/dgxeh1s0sa
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A linha Herdeiros, da empresa Sudeste, não circula na zona Leste de Porto Alegre desde a madrugada. Já a linha 375 – Agronomia circula somente até a avenida Bento Gonçalves e não ingressa na avenida Dolores Duran.
Segundo a Brigada Militar (BM), dois homens renderam um motorista da linha Herdeiros quase no final da linha, no Beco dos Cafunchos. A dupla ordenou que o condutor, o cobrador e os passageiros descessem do veículo e atearam fogo no coletivo. O motorista teria implorado para que não fosse incendiado, após o molharem com gasolina. Conforme testemunhas, um carro estaria dando cobertura aos criminosos. O incêndio no ônibus teria sido provocado pela disputa por tráfico de drogas entre gangues rivais.