Para desinterditar os albergues, a Justiça exige que o Estado cumpra cerca de 400 decisões judiciais determinando que presos, atualmente recolhidos de forma irregular no regime fechado, progridam para o semiaberto. O superitendente da Susepe, Gelson Treisleben, projeta gerar mais de 100 vagas com reformas no albergue Miguel Dario, em Porto Alegre, outras 108 na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, e mais 80 no Instituto Penal de Viamão, que está sob reformas depois de um incêndio.
O fim das interdições contudo, pode ocorrer só no início de março. "Nossa meta é terminar com este problema ainda no primeiro trimestre, mas sempre é impossível prever o que pode acontecer em obras, já que, normalmente, há dificuldades, como a chuva, por exemplo", disse Treisleben. "E não vejo qualquer problema para a Brigada Militar, devido às interdições, já que a restrição é apenas a presos recém-condenados ao regime semiaberto, que normalmente são cerca de 15 por mês", afirmou o dirigente da Susepe, ao ser questionado sobre as críticas de PMs.
Além de criar cerca de 400 vagas nos próximos dois meses, a Susepe segue tentando localizar algum imóvel desocupado do Estado, que possa ser adapatado para receber presos do regime semiaberto. Conforme Treisleben, há um prédio que atende as exigências técnicas na região Metropolitana, mas o local exato não vai ser divulgado por enquanto. O envio de presos para o novo prédio em Venâncio Aires deve começar nesta terça, contemplanado apenados do Presídio Central, que aguardavam a abertura de vagas no semiaberto.