Polícia

Após tentativa de execução no HPS, sindicatos pedem mais segurança em hospitais

Grupo de trabalho discute a questão em instituições de saúde

Homem invadiu HPS e atirou em paciente nessa terça-feira
Homem invadiu HPS e atirou em paciente nessa terça-feira Foto : Paulo Nunes
Os casos de violência em Porto Alegre deixaram de ser uma exclusividade de bancos, supermercados, postos de gasolina e restaurantes e passaram a ocorrer nos últimos dias em hospitais públicos e postos de saúde. Nessa terça-feira, um homem armado realizou disparos dentro da emergência do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar, o objetivo do criminoso era executar um paciente que recebia atendimento no local.

Na segunda-feira, um tumulto foi registrado no Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, por causa da mudança da forma de atendimento. No mês passado, um paciente foi executado dentro do Hospital Cristo Redentor, na zona Norte.

O presidente do Sindisaúde, Arlindo Ritter, explicou que em razão desses casos que colocaram em risco a vida de pacientes, dos profissionais de saúde e da população precisam ser adotadas três medidas pela segurança pública. A primeira, uma presença mais ostensiva da Brigada Militar nos hospitais e nos postos de saúde da cidade. A segunda, a contratação de vigilância através de concurso público. Já a terceira medida, seria a identificação de todas as pessoas que circulam nas instituições de saúde. Segundo Ritter, hoje essa fiscalização não é feita.

“As instituições viraram locais de risco e a entrada pessoas está muito facilitada. Tem gente que passa o adesivo de visitante para quatro ou cinco pessoas”, afirmou.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, defende a adoção de policiamento ostensivo nos hospitais e postos de saúde da Capital, além de um controle mais rigoroso na entrada de visitantes. Mendes é favorável a presença de policiamento ostensivo nos hospitais e postos de saúde, porém, não de guardas terceirizados, e sim, de integrantes da Guarda Municipal ou da Brigada Militar.

Um grupo de trabalho coordenado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) discute a questão da segurança nos postos de saúde e hospitais. A comissão é composta por sindicatos dos trabalhadores e gestores da área da saúde.