Polícia

Após um mês, detector de tiros reduz a zero homicídios em bairro de Canoas

Sistema será colocado também nas viaturas

O número de homicídios no bairro Guajuviras, um dos mais violentos de Canoas, caiu para zero em outubro, durante o primeiro mês de atividade do Sistema Detector de Tiros. Em setembro, duas mortes haviam sido registradas. Os 17 sensores instalados no local detectaram 578 incidentes neste período. Destes, 10% foram originados por disparos de arma de fogo e uma pessoa foi detida. Os números são da prefeitura de Canoas.

O sistema utilizado em Canoas foi implantado pela primeira vez fora dos Estados Unidos. "Temos a convicção de que é uma fase inicial, mas a tecnologia que deu certo em 50 cidades dos EUA não tem porque não dar certo aqui”, afirmou o prefeito Jairo Jorge. Ele salientou que o equipamento permite detectar o local e o horário em que houve o disparo. Inaugurado no dia 27 de setembro, o projeto foi viabilizado através de investimento de R$ 2 milhões do governo federal, com verbas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Quase metade dos incidentes ocorreu nas quintas ou sextas-feiras (46,5%) e 25% dos disparos foram registrados entre 22h e 23h. Graças ao sistema, uma vítima foi socorrida e salva sem que o crime fosse comunicado pelo telefone 190. “Muito provavelmente essa pessoa teria morrido sem o sistema”, disse o secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania, Alberto Kopittke. De acordo com ele, a grande maioria dos incidentes registrados no primeiro mês (75%) foram provocados por fogos de artifício, principalmente em função das eleições.

A detecção de tiros facilitou o trabalho dos policiais, conforme a Secretaria de Segurança. “Antes dependíamos unicamente da boa vontade e da coragem das pessoas para denunciar os fatos”, ressaltou o comandante de Policiamento Metropolitano, Carlos Roberto Bondan. O delegado Edílson Paim, da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, disse que o sistema reduz as chances de o criminoso fugir da cena do crime.

Por videoconferência, o representante da empresa ShotSpotter, fabricante dos aparelhos, Roberto Motta, revelou que os próximos passos serão a finalização da ativação do sistema e a sua colocação em viaturas, por meio de laptops com internet wireless. Até dezembro o bairro deverá contar com um total de 33 sensores.

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