Polícia

Apoio aéreo, buscas na mata e confronto: os bastidores do cerco a assaltantes de joalheria em Parobé

Três criminosos morreram e todas as joias foram recuperadas após mais de seis horas de ação no Vale do Paranhana

Registro aéreo do Batalhão de Aviação da Brigada Militar em área de cerco policial
Registro aéreo do Batalhão de Aviação da Brigada Militar em área de cerco policial Foto : Batalhão de Aviação da BM / CP

A Brigada Militar não poupou esforços contra os assaltantes de uma joalheria em Parobé. O roubo, na sexta-feira, foi sucedido por mais de seis horas de ação no Vale do Paranhana. Três criminosos morreram e todas as joias foram recuperadas.

O começo da ocorrência foi às 8h57min, quando um homem armado entrou no estabelecimento e rendeu uma funcionária. As câmeras de segurança mostram que ele utilizou um martelo para quebrar os vidros de duas mesas onde estavam as joias.

As imagens também evidenciam que o bandido colocou as peças dentro de uma mochila antes de fugir. Um veículo tripulado por dois comparsas o aguardava em frente ao local.

O trio foi perseguido por viaturas e abandonou o carro às margens da RS 239. A fuga continuou por uma área de mata, na localidade conhecida como Areia Branca.

Ali, foi montado um cerco que somou os efetivos do 32º BPM, Batalhão de Operações Especiais (Bope), Comando Rodoviário (CRBM) e Batalhão de Aviação (BAvBM). A Polícia Civil também apoiou as diligências.

Já quase no meio da tarde, uma guarnição do Bope localizou os fugitivos. Houve tentativa de abordagem, mas eles revidaram a tiros e provocaram um confronto. Os criminosos morreram. Nenhum policial ficou ferido.

"O assaltantes foram encontrados em uma área de mata isolada e de difícil acesso. Por uma infeliz escolha própria, eles decidiram efetuar disparos contra os policiais, que tiveram como única alternativa revidar a agressão”, ponderou o comandante do 32º BPM, tenente-coronel Pedro Beron.

Foram apreendidas uma pistola de uso restrito e um revólver. Os militares ainda recuperaram mais de 100 anéis de ouro, além de colares e pingentes.

Apenas um dos assaltantes havia sido identificado até o momento desta publicação. Ele tinha 18 anos e acumulava antecedentes por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. O criminoso morava na Serra gaúcha, onde nutria vínculos com uma facção.