Polícia

Apreendidos 3,5 mil produtos com validade vencida na Capital

Ações ocorreram em 45 estabelecimentos de 16 a 24 de janeiro

Operação indiciou 48 proprietários, diretores e gerentes dos estabelecimentos
Operação indiciou 48 proprietários, diretores e gerentes dos estabelecimentos Foto : Paulo Nunes
A Polícia Civil apreendeu 3,5 mil produtos vencidos em 45 supermercados e minimercados de Porto Alegre, de 16 a 24 de janeiro. A operação “Vencimento”, da Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon), indiciou 48 proprietários, diretores e gerentes dos estabelecimentos.

Conforme o titular da delegacia, Fernando Soares, todos os responsáveis responderão por venda de produto impróprio para o consumo. “Os responsáveis pelas lojas vão ser indiciados. Foram milhares de produtos com validade vencida, entre eles um pote com palmito. A data de validade era de 2009”, concluiu. A ação de fiscalização em supermercados envolveu oito agentes.

A loja que registrou maior número de produtos apreendidos foi o Supermercado Nacional da avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, bairro Cidade Baixa. Na semana passada, os policiais foram disfarçados ao estabelecimento e apreenderam em torno de 845 embalagens, incluindo cerca de 40 pacotes de amendoins vencidos desde agosto do ano passado. Entre os produtos recolhidos, iogurtes, massas, farinha e arroz. Os produtos chegaram a encher 11 carrinhos.

Em nota, a rede Walmart repudiou a falha constatada no estabelecimento. "Tão logo soube do ocorrido, acionou sua equipe de Segurança Alimentar, bem como abriu investigação interna para averiguar os fatos e tomar as providências cabíveis. Todas as lojas da rede possuem equipes focadas em garantir a validade dos itens vendidos." A empresa informou ainda que a embalagem da carne com data futura de fabricação encontrada no local se tratou de um caso isolado, devido à balança de pesagem estar desregulada. "Este fato modificou a data impressa nas etiquetas e o problema já foi resolvido."



  Indiciados responderão por venda de produto impróprio para o consumo | Foto: Paulo Nunes

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