Entre o material apreendido estavam 38 quilos de maconha, dois carros – um Honda Civic e ix-30, da Hyundai –, uma pistola 9mm, um revólver calibre 38, balança digital e material para embalar a droga. Os presos foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, receptação e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A mulher foi encaminhada à Penitenciária Feminina Madre Pelletier e os homens ao Presídio Central.
As detenções e apreensões foram resultado de denúncias, investigações e cumprimento de mandados de busca e apreensão. O delegado Rodrigo Zucco disse que os presos fazem parte da gangue conhecida como "Bala na Cara". “Iniciamos as investigações em outubro e estamos intensificando o combate para que o grupo não se fortaleça”, disse Zucco. Segundo o diretor do Denarc, delegado Joel Oliveira, todos os presos têm antecedentes por tráfico, homicídio, roubo e receptação.
De acordo com a polícia, quatro grupos disputam o poder nas galerias dos presídios: os Abertos, Bala na Cara, Brasas e os Manos. Os Manos teriam se enfraquecido com a morte do traficante Melara e a transferência do preso conhecido como “Maradona”, líder da facção, que seria ligada à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e à Penitenciária de Catanduvas (PR). Ele é suspeito de ser o mandante do assassinato de Melara, em 2005.
O nome “Bala na Cara” se deve ao método que os criminosos utilizavam para matar seus desafetos, com tiros no rosto. A gangue seria originária da Vila Bom Jesus, da Lomba do Pinheiro, da Restinga e tentam tomar também a Serraria – todas em Porto Alegre. Os integrantes da quadrilha são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e execuções na Capital.