Polícia

Apreendidos quase 40 quilos de maconha enterrados em pátio de casa

Cinco pessoas foram presas em operação em Canoas, na região Metropolitana

Carro foi apreendido pela Polícia Civil
Carro foi apreendido pela Polícia Civil Foto : Denarc / Divulgação / CP
A polícia apreendeu quase 40 quilos de maconha enterrados no pátio de uma casa em Canoas, na região Metropolitana. Uma mulher e quatro homens foram presos durante a Operação Contenção do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc) , que ocorreu também em Alvorada e Viamão nessa quinta-feira.

Entre o material apreendido estavam 38 quilos de maconha, dois carros – um Honda Civic e ix-30, da Hyundai –, uma pistola 9mm, um revólver calibre 38, balança digital e material para embalar a droga. Os presos foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, receptação e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A mulher foi encaminhada à Penitenciária Feminina Madre Pelletier e os homens ao Presídio Central.

As detenções e apreensões foram resultado de denúncias, investigações e cumprimento de mandados de busca e apreensão. O delegado Rodrigo Zucco disse que os presos fazem parte da gangue conhecida como "Bala na Cara". “Iniciamos as investigações em outubro e estamos intensificando o combate para que o grupo não se fortaleça”, disse Zucco. Segundo o diretor do Denarc, delegado Joel Oliveira, todos os presos têm antecedentes por tráfico, homicídio, roubo e receptação.

De acordo com a polícia, quatro grupos disputam o poder nas galerias dos presídios: os Abertos, Bala na Cara, Brasas e os Manos. Os Manos teriam se enfraquecido com a morte do traficante Melara e a transferência do preso conhecido como “Maradona”, líder da facção, que seria ligada à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e à Penitenciária de Catanduvas (PR). Ele é suspeito de ser o mandante do assassinato de Melara, em 2005.

O nome “Bala na Cara” se deve ao método que os criminosos utilizavam para matar seus desafetos, com tiros no rosto. A gangue seria originária da Vila Bom Jesus, da Lomba do Pinheiro, da Restinga e tentam tomar também a Serraria – todas em Porto Alegre. Os integrantes da quadrilha são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e execuções na Capital.

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