Macedo também pretendia denunciar os envolvidos por quebra de sigilo telefônico (acesso a informações sobre quem ligou para quem), mas descobriu que só está prevista na Constituição a interceptação telefônica (ouvir telefonemas sem autorização legal). O promotor explica que a quebra de sigilo sem ordem judicial é ilegal, mas não é um crime. Ele pretende encaminhar o assunto para um deputado federal para que seja criado um projeto de lei sobre a questão.
Entenda o caso
O sargento Cesar Rodrigues de Carvalho, lotado no departamento de inteligência da Casa Militar, foi preso em 3 de setembro durante operação conjunta entre Brigada Militar e Ministério Público de Canoas. Segundo investigação, o sargento extorquia contraventores de máquinas caça-níqueis e acessava dados sigilosos do Sistema de Consultas Integradas da Segurança Pública do Estado.
Carvalho foi acusado de utilizar informações sigilosas para proteger a si e a integrantes da própria rede de contatos, envolvidos em jogos de azar. O oficial, segundo o MP apurou, acessou dados de políticos, jornalistas, advogados e delegados. Carvalho passou a ser investigado por integrar um esquema de espionagem política no Rio Grande do Sul, inclusive com o suposto envolvimento de assessores da governadora Yeda Crusius.